
Boa noite meninas (+18 anos...), senhoras e pré 3ª idade (Não quero cá gajos...)
Após a grande adesão que os primeiros post(es) tiveram, em que surpreendentemente passei do anonimato para a posição 239478237498237847234º do Google no que às buscas por “bidé” diz respeito, puxei para mim um merecido interregno no mundo Blogiano.
Senti que se continuasse a escrever, corria sérios riscos de começar a ter sucesso e, como sabem, isso é coisa que a mim não me assiste.
Gosto muito mais de ser anónimo, poder não fazer o que todos gostariam de fazer e de ser pobre. Claramente.
Deve ser porque nunca fui nem rico, nem famoso, nem inimputável.... Eu digo que fiz de propósito. Sempre me ensinaram a dizer isto e eu, ou escrevo no Blog ou tento saber se o que me dizem é verdade.
Sou esperto o suficiente para ser ignorante. Tentar perceber ia ser muito mais difícil.
Mas, como tudo na vida, existem efeitos colaterais das nossas ações. Esta falta de atividade fez com que ganhasse peso na forma de gordura localizada. Nos dedos. Neste momento, as minhas mãos estão mais parecidas com as patas de um batráquio do que qualquer outra coisa.
A minha irmã não sabia da pen dela da Sapo e disse que era eu que a tinha escondida na mão. Piada de mau gosto. Engraçadinha….
Mas, retornando ao acessório caras amigas, é o preço que temos de pagar pelas vicissitudes da vida.
Agora que penso nisso, não podia estar mais de acordo: Todas as coisas têm o seu preço.
Um carro tem preço, uma casa tem preço, o Areeiro tem um preço. Um Minipreço neste caso.
Uma amizade não tem preço. Um fim de tarde passado na companhia de quem gostamos também não. Uma experiência de vida inolvidável é algo que o dinheiro não pode comprar.
Que confusão. Afinal há coisas que não têm preço. Deve ser porque não são “coisas”.
Um dia, que eu espero que demore mais tempo a chegar que a viagem de carro Almada-Lisboa em hora de ponta, ainda vão querer que paguemos para ter amigos. Ou um por do sol.
Gostava de saber escrever em árabe. Não tenho nenhuma ambição de ver o canal Aljazeera sem legendas, mas gostava, isso sim de ajustar a minha escrita a forma como vejo o Mundo atual. Ao “contrário”.
Tantos de nós que lutamos para ter um carro de topo, uma casa de topo. Um emprego de topo. E, ao chegar ao tão almejado topo, somos capazes de sacrificar o nosso próprio nariz, congelado pela frieza do Monte Everest ou pela falta de sentimentos que tivemos para todos aqueles que pisámos no caminho.
O João Garcia não merecia esta piada. Mas agora também não volto atrás. Ele devia ter voltado...
Retomando... Felizmente há exceções. A esperança existe. Há pessoas que não gostam de estar no topo. Norte, neste caso. E se for preciso pegam-lhe fogo, fazendo de cadeiras e estruturas um lindo monte de cinzas. Ops, enganaram-se meus amigos: As cadeiras do poder não são essas e as estruturas que precisam de ser alteradas não são de ferro e como tal não se moldam com fogo.
Tudo tem um preço e este post também o terá.
Sem ser vidente, antevejo uma separação litigiosa com a cama daqui a pouco e como tal remato o post da seguinte forma:
O melhor da vida não tem preço. E isso… não tem preço.