segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

O Preço das Coisas



Boa noite meninas (+18 anos...), senhoras e pré 3ª idade (Não quero cá gajos...)

Após a grande adesão que os primeiros post(es) tiveram,  em que surpreendentemente passei do anonimato para a posição 239478237498237847234º do Google no que às buscas por “bidé” diz respeito, puxei para mim um merecido interregno no mundo Blogiano.

Senti que se continuasse a escrever, corria sérios riscos de começar a ter sucesso e, como sabem, isso é coisa que a mim não me assiste.

 Gosto muito mais de ser anónimo, poder não fazer o que todos gostariam de fazer e de ser pobre. Claramente.
Deve ser porque nunca fui nem rico, nem famoso, nem inimputável.... Eu digo que fiz de propósito. Sempre me ensinaram a dizer isto e eu, ou escrevo no Blog ou tento saber se o que me dizem é verdade.

Sou esperto o suficiente para ser ignorante. Tentar perceber ia ser muito mais difícil.

Mas, como tudo na vida, existem efeitos colaterais das nossas ações. Esta falta de atividade fez com que ganhasse peso na forma de gordura localizada. Nos dedos. Neste momento, as minhas mãos estão mais parecidas com as patas de um batráquio do que qualquer outra coisa.

A minha irmã não sabia da pen dela da Sapo e disse que era eu que a tinha escondida na mão. Piada de mau gosto. Engraçadinha….

Mas, retornando ao acessório caras amigas, é o preço que temos de pagar pelas vicissitudes da vida.

Agora que penso nisso, não podia estar mais de acordo: Todas as coisas têm o seu preço.
Um carro tem preço, uma casa tem preço, o Areeiro tem um preço. Um Minipreço neste caso.
Uma amizade não tem preço. Um fim de tarde passado na companhia de quem gostamos também não. Uma experiência de vida inolvidável é algo que o dinheiro não pode comprar.

Que confusão. Afinal há coisas que não têm preço. Deve ser porque não são “coisas”.

Um dia, que eu espero que demore mais tempo a chegar que a viagem de carro Almada-Lisboa em hora de ponta, ainda vão querer que paguemos para ter amigos. Ou um por do sol. 

Gostava de saber escrever em árabe. Não tenho nenhuma ambição de ver o canal Aljazeera sem legendas, mas gostava, isso sim de ajustar a minha escrita a forma como vejo o Mundo atual. Ao “contrário”.

Tantos de nós que lutamos para ter um carro de topo, uma casa de topo. Um emprego de topo. E, ao chegar ao tão almejado topo, somos capazes de sacrificar o nosso próprio nariz, congelado pela frieza do Monte Everest ou pela falta de sentimentos que tivemos para todos aqueles que pisámos no caminho.

O João Garcia não merecia esta piada. Mas agora também não volto atrás. Ele devia ter voltado...

Retomando... Felizmente há exceções. A esperança existe. Há pessoas que não gostam de estar no topo.  Norte, neste caso. E se for preciso pegam-lhe fogo, fazendo de cadeiras e estruturas um lindo monte de cinzas. Ops, enganaram-se meus amigos: As cadeiras do poder não são essas e as estruturas que precisam de ser alteradas não são de ferro e como tal não se moldam com fogo.

Tudo tem um preço e este post também o terá.
Sem ser vidente, antevejo uma separação litigiosa com a cama daqui a pouco e como tal remato o post da seguinte forma:

O melhor da vida não tem preço. E isso… não tem preço.

8 comentários:

  1. Obrigada linda.... :) Um beijinho grande :)

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  2. Eu que desde muito cedo tenho estado no topo do meu metro e setenta e seis centímetros de altura, não posso afirmar que me revejo na teoria de que há coisas ou pessoas que não têm preço. Na minha opinião tudo e todos têm um preço, e a prová-lo está a muita falta de auto-estima que anda por aí a assustar muitos e a dar-me cabo dos nervos a mim. Caberá a cada um definir o seu preço, mesmo que ele não tenha tradução em nenhuma moeda corrente ou ainda por inventar.
    Mas mais importante que o preço de cada um é, sem qualquer dúvida na minha opinião, o preço que pagamos pelas nossas atitudes, como muito bem lembraste. Isso, sim, deve ser motivo de reflexão e acção em prol de nós próprios e dos outros... a qualquer preço!

    E, "sapocas", continua. Estás no bom caminho.

    Bj, Isa

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  3. Ahahha falas em preços das coisas...que tudo tem o seu preço! Mas se assim fosse não tinhas comentado este post... só o fizeste porque é... de borla! :) Beijinho grande :)

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  4. Ë interesante a posicao de isa, sobretudo a frase "Caberá a cada um definir o seu preco, mesmo que ele nao tenha traducao em nenhuma moeda corrente ou ainda por inventar". E detrás disto encuentro que ela plantea uma relacao de valor, mais que de preco. Ivo pelo seu lado fala desde uma perspectiva mais existencial, ele diz que ainda tem coisas no mundo que nao poden ser compradas nim vendidas. Mesmo tem valor (nao preco, valor!), um valor do que o dinheiro nao pode comprar, coisa da que estou de acuerdo....En total nao posso deixar de lembrar a publicidade de "Mastercard"..conhecen?.. Disculpen o meu portugués, prometo continuar a estuda-lo algum dia. Beijos pra os dois.

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  5. Lembro-me de termos esta conversa na praia oh IVo, que todos temos um preço, chegámos a alguma conclusão? Eu acho que não. No entanto, penso que são os caminhos da vida que nos fazem ter ou não um preço, isto não quer dizer que eu ache que todos temos um preço, mas certamente alguns terão.
    E bem "re"vindo ao mundo da blogoesfera.
    Stela

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    Respostas
    1. Sim é verdade... talvez não seja para ter respostas as ideias que escrevo... :)

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  6. Olá amigos!
    Caso vocês tenham livros destes autores e queiram doá-los, por favor mandem para a Biblioteca Municipal Prof. José Vieira, em Machado-MG. Muito obrigado!!!
    Endereço:
    Rua Major Feliciano, 199
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