quarta-feira, 16 de maio de 2012

O Racismo


Caras amigas, colegas de reflexões absurdas, pai e mãe:

Senti-me hoje, especialmente inspirado para escrever sobre um tema que muita tinta tem feito correr por esse Mundo fora. Fala-vos, obviamente, do Racismo.

Mas, e porque é importante enquadrarmos esta questão em termos históricos, a malta de raça “branca” sempre teve a indelicadeza de perturbar a raça “negra”, com a desculpa que precisavam de alguém que trabalhasse por eles, já que não queriam fazer nada.

Os tempos evoluíram e a questão racial evoluiu igualmente de uma forma positiva.
Exemplo disso é o facto de as transmissões televisivas antes serem a preto e branco e agora são de todas as cores.

Hoje em dia, a raça “branca” continua com enorme vontade de nada fazer, e na impossibilidade de escravizar um ou dois “amigos negros”, inventou o Facebook, que serve muito bem o propósito do “dolce fare niente” mas, ironia do destino, faz dos seus utilizadores, os verdadeiros escravos do Século XXI.

Curioso também é o facto os primeiros electrodomésticos do Mundo serem todos de cor branca. Como que a dizer:
 “Estão a ver, escravos?! Os brancos também trabalham! E ainda em piores condições que vocês! Nem ordenado recebem!”

O Racismo, por si só, é uma temática que enquanto não estiver “preto no branco” (juro que não é racismo), é sempre alvo de múltiplas e possíveis interpretações.
É realmente difícil distinguir o que é uma afirmação racista de outra perfeitamente inofensiva.

Ora vejamos…. Se um “branco”, chamar um “branco” de “branco” é maluco ou gago. Se chamar um “preto” de “preto” é racista. Se chamar um “preto” de “negro” é “bem-formado”.

Se um preto chamar um “preto” de “preto” são irmãos para toda a vida. Se um “preto” chamar um “preto” de “negro”, a comunidade pede testes de ADN na esperança que o Michael Jackson tenha deixado um herdeiro mais. Se um “preto” chamar um “branco” é para lhe perguntar as horas e para lhe "gamar" o relógio.

Isto, é claramente um sinal de que a população em geral tem à partida ideias racistas ainda antes de alguém abrir a boca.

Os adultos de hoje, que foram os jovens de “ontem”, época onde se começou a falar desta temática como flagelo social,  adoptam hoje um discurso mas consentâneo com o Séc. XXI.

“Eu não sou racista mas se a minha filha me aparece aqui com um “preto”, faço-lhe a vida negra…”

Lá está, têm capacidade de não serem racistas e ao mesmo tempo quererem o “melhor” para as filhas… e ainda completam a frase com um toque de humor, tão característico da “Geração Gato Fedorento”.

Podia continuar a desenvolver este tema de variadíssimas formas, mas o avançar da hora não me permite. Amanhã, não quero ter um dia negro. ” (juro que não é racismo).

Despeço-me com uma expressão que me deixa dúvidas:

Dar um “tiro no escuro” pode ser considerado uma manifestação racista?

Bem-hajam

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